Nutrição e Diabetes
Você sabia que de cada 100 pessoas pelo menos 7 são diabéticas? Infelizmente, na maioria das vezes as pessoas não sabem que tem diabetes ou descobrem tardiamente.
O DIABETES
Qualquer carboidrato ingerido, para ser absorvido no intestino, tem de ser quebrado em sua forma mais simples que é a GLICOSE. Mas para ser utilizada e entrar nas células. A glicose depende da INSULINA. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que torna possível a utilização da glicose.
Se uma pessoa não tem insulina, ou se sua ação está diminuída, a glicose não entrará nas células e, portanto não será utilizada, acumulando-se na sangue (HIPERGLICEMIA); caracterizando-se assim o DIABETES.
O diabetes classifica-se em dois tipos principais:
CONSEQÜÊNCIAS
O excesso de glicose terá de ser eliminado e isso ocorre através da urina (GLICOSÚRIA); porém para sair na urina será necessário uma quantidade maior de água. Assim, a pessoa passa a urinar mais do que o normal (POLIÚRIA). Ao eliminar muita água, a pessoa tem sede e passa a beber água exageradamente (POLIDIPSIA).
Como a célula não recebe glicose, o cérebro "pensa" que está faltando energia para o corpo e ativa mecanismos para produzir energia. A pessoa passa a sentir mais fome e comer muito mais do que o normal (POLIFAGIA), o que vai aumentar mais ainda os níveis de glicose.
Além disso, o organismo para produzir energia passa a utilizar gordura e então o paciente começa a EMAGRECER e a sentir FRAQUEZA. Este processo de utilização de gordura dera, além da energia, subprodutos chamados CETONAS. As cetonas precisam ser eliminadas pela urina (CETONÚRIA) e pela respiração, dando um hálito com cheiro adocicado (HÁLITO CETÔNICO).
O PLANO ALIMENTAR
O plano alimentar de um paciente diabético não requer nada especial. A alimentação pode ser a mesma da família, apenas com restrições quanto à quantidade e alguns poucos alimentos.
Mas o mais importante é que sem um adequado plano alimentar é impossível ter um bom controle do diabetes, mesmo com o uso de medicamentos. Isso ocorre porque como o diabético tem pouca insulina para controlar os nutrientes que entram em seu organismo, esta insulina desempenhará melhor o seu papel se a pessoa ingerir uma quantidade adequada de carboidrato, com uma boa escolha sobre a qualidade dos mesmos.
Os carboidratos podem ser divididos em simples e complexos. Quando se ingere o carboidrato em sua forma mais simples, ele é imediatamente absorvido. Como a insulina é pouca, ou sua ação está prejudicada, ela não conseguirá transferir a glicose para a célula. Isso acarretará em uma elevação rápida da glicose no sangue. Por outro lado, os carboidratos complexos terão que primeiro serem quebrados no intestino na forma mais simples para então serem absorvidos; com isso a absorção é mais lenta o que facilita a ação da insulina.
Portanto, o tratamento dietético está pautado não na proibição de determinados alimentos, mas sim em restrições quanto à quantidade a ser ingerida e em uma educação alimentar em que o paciente aprende a escolher quais são os melhores alimentos para ele.