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Proibição da gordura hidrogenada representa avanço no Brasil


Por Dr. Caetano Marchesini | Publicado dia 05/02/2016 ás 05h43 - Atualizado em 05/02/2016 ás 18h06

A recente recomendação do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) para que seja proibido o uso de gordura vegetal hidrogenada na formulação de produtos alimentícios, representa um avanço para especialistas que atuam no combate à obesidade.

No final do mês de janeiro, o Consea encaminhou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um documento pedindo a proibição do uso da gordura hidrogenada e a sua substituição por substâncias que cumpram as mesmas funções, mas que não sejam prejudiciais à saúde da população. 

A gordura hidrogenada ou gordura trans é uma gordura que foi criada pela indústria, a partir de um processo de transformação dos óleos vegetais em gordura sólida – como alternativa à gordura saturada (gordura animal encontrada nas carnes). A fabricação da gordura hidrogenada consiste em submeter óleos vegetais como óleo de milho, soja, canola e ao gás hidrogênio sob alta pressão. Com isso, os óleos líquidos são transformados em uma pasta negra e que precisa ser purificada através de processos químicos até que ela possa ser consumida.  

A gordura hidrogenada funciona como um conservante, aumentando o tempo do produto na prateleira. Ao mesmo tempo, ela propicia o efeito crocante aos produtos industrializados.

Lista de alimentos - Entre os alimentos que contém gordura hidrogenada, o exemplo mais comum é a margarina. No entanto, alimentos como batatas chips, pães de forma, bolachas recheadas, bolos recheados, sorvetes, pipoca de micro-ondas e, inclusive, a bolacha água e sal possuem gordura hidrogenada. 

O especialista em obesidade, cirurgião Caetano Marchesini, explica que apenas 1% das calorias ingeridas diariamente por uma pessoa podem contém gordura hidrogenada. “Isso porque o seu consumo frequente leva a um aumento do colesterol ruim (LDL) e ainda reduz o colesterol bom (HDL) do organismo”, conta Marchesini. 

Segundo o especialista, a o consumo em excesso de gordura trans aumenta drasticamente o risco de doenças cardiovasculares como infarto e derrame. “Além disso, aumenta o acúmulo de gordura intra-abdominal, levando ao aparecimento da obesidade, diabetes, hipertensão arterial, entre outras doenças associadas”, afirmou Marchesini. 

Medidas ineficazes - Além dos malefícios para a saúde, a recomendação para o fim do uso de gordura hidrogenada está relacionada a ineficácia de medidas anteriores como a realização de ações voluntárias para redução do produto por parte da indústria. O Consea também ressalta que os consumidores têm dificuldades de compreender a informação sobre a presença da gordura trans na rotulagem de produtos alimentícios.  

 “A indústria convence a população a consumir produtos de fácil preparo como se eles fossem saudáveis. A única maneira de interromper este processo é a fiscalização por parte dos órgãos reguladores quanto a veracidade da informação sobre a qualidade alimentar de cada produto”, afirma Marchesini. 

Quadro preocupante - Dados do último levantamento realizado pelo Governo Federal apontam que mais da metade dos adultos e um terço das crianças brasileiras apresentam excesso de peso. Além disso, também houve um aumento no número de pessoas – cada vez mais jovens - com doenças como hipertensão, doenças cardiovasculares e diabetes.

A educadora física, Cristina Aquino, alerta que o consumo de gordura hidrogenada, aliada ao baixo nível de atividade física representam um perigo para a saúde. “O consumo de alimentos processados, pobres em nutrientes e fibras e ricos em farinhas processadas e gordura hidrogenada levam ao organismo a uma falta de disposição”, ressalta Cristina. “Isso se torna um ciclo vicioso em que a inatividade leva o indivíduo a um baixo condicionamento cardiorrespiratório e perda de massa muscular, aumentando o risco de doenças metabólicas e cardiovasculares”, completa a educadora física. 

Outro fator relevante é o aumento de 27,8% no consumo de alimentos ultraprocessados pelos brasileiros. Os alimentos ultraprocessados possuem perfil nutricional desfavorável à saúde, contendo teores elevados de gordura, açúcar, sódio e densidade de calorias.

A nutricionista Christiane Vitola, acredita que a proibição do uso de gordura trans pela indústria é um grande passo para a redução no consumo de alimentos industrializados no Brasil. “A gordura vegetal tem o papel de manter a consistência, crocância e tempo de validade dos produtos nas prateleiras. Quanto maior a validade do produto, maiores são os efeitos que eles podem causar ao organismo”, declarou Vitola. 

Consequências do uso -As consequências do consumo desenfreado de gordura hidrogenada são pouco divulgadas. Em 1994 epidemiologistas da Universidade de Harvard atribuíram ao consumo da gordura hidrogenada até 100 mil mortes prematuras por ano nos Estados Unidos.

Desde essa época eles pediram à Foods and Drugs Administration (FDA), órgão regulador de alimentos e medicamentos dos EUA, alterações nos rótulos nutricionais que informassem os consumidores quanto de gordura Trans continha cada alimento. Nada foi feito.

Cientistas relacionaram o consumo dessa gordura vegetal com doenças metabólicas, ou à chamada Síndrome Metabólica (aumento da cintura abdominal, diabetes tipo 2, alterações dos lipídeos sanguíneos, hipertensão arterial e esteatose hepática (fígado gorduroso).

 


Resultado

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Menor que 17

Segundo a fórmula de Quetelet (IMC) seu peso está abaixo da normalidade. Muitas vezes é necessário complementar esta conta com um exame de bioimpedância. A bioimpedância é capaz de segmentar seu corpo calculando a quantidade de gordura e músculos. Na clínica dispomos deste exame em equipamento de última geração.

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Entre 17 a 18.50

Segundo a fórmula de Quetelet (IMC) seu peso está abaixo da normalidade. Muitas vezes é necessário complementar esta conta com um exame de bioimpedância. A bioimpedância é capaz de segmentar seu corpo calculando a quantidade de gordura e músculos. Na clínica dispomos deste exame em equipamento de última geração.

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Entre 18.5 e 25

Segundo a fórmula de Quetelet (IMC) seu peso está dentro da normalidade. Muitas vezes é necessário complementar esta conta com um exame de bioimpedância. A bioimpedância é capaz de segmentar seu corpo calculando a quantidade de gordura e músculos. Na clínica dispomos deste exame em equipamento de última geração.

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Entre 25 e 29,99

Seu IMC representa o sobrepeso. Para esta faixa de excesso de peso, o tratamento é apenas clínico . Geralmente, mudanças nos hábitos alimentares com orientação nutricional e controle da ansiedade com acompanhamento psicológico e, algumas vezes, psiquiátrico é recomendado. E finalmente, não esquecer da importância da atividade física para ajudar a aumentar o gasto calórico, levando a uma perda de peso maior e duradoura.

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Entre 30 e 34,99

Seu IMC representa uma Obesidade Grau I . Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica esta faixa de excesso de peso não poderá se beneficiar com a cirurgia. Atualmente o tratamento de escolha é o Balão Intragástrico associado à um acompanhamento mensal com equipe multidisciplinar. A aderência a este tratamento pode levar a perda de peso em média de 15 a 25 Kg em 6 meses.

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Entre 35 e 39,99

Seu IMC representa uma Obesidade Grau II. Nesta faixa de peso, pessoas com doenças associadas à obesidade como pressão alta, diabetes ou pré-diabetes, doenças articulares ou de coluna, apnéia do sono grave, colesterol alto são indicativos de cirurgia bariátrica. Para saber se este é o seu caso precisa fazer exames específicos.

Você tem alguma doença associada ?

Sim                        Não

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Maior que 40

Seu IMC representa Obesidade Mórbida. Atualmente não existe tratamento mais efetivo do que a cirurgia bariátrica para esta faixa de obesidade. A taxa de pacientes tratados clinicamente que voltam a engordar em dois anos com IMC acima de 40 chega a 92%.

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